Só o que quero prometer para este ano novo é que não vou prometer mais nada.
Não quero uma lista de idéias que pareçam simples no papel, nem decisões coagidas pelo espírito de renovação.
Não quero uma lista de problemas e defeitos, nem meus e nem dos outros.
Não pretendo usar o próximo ano para consertar os erros, pois teria que me lembrar deles bem agora...
Como poderia começar o ano melhor se fosse já pensando no que não deu certo?
Não creio na auto-avaliação com data marcada.
Ela há de ser honesta, constante e em que tempo for.
Por hora eu quero apenas pensar que cumpri mais uma etapa, que tive escolhas e as fiz.
Assumi meus riscos para aproximar meus sonhos.
Não quero julgar nem questionar, muito menos me comprometer com minhas ações do futuro.
Prefiro chegar até ele devagar.
Prefiro conhecê-lo aos poucos, sem disfarces ou segundas intenções.
Quero me apresentar a ele de mãos vazias e sempre prontas para o trabalho.
Quero chegar sabendo e aceitando o fato de que nada é perfeito, mas que também desta vez continuarei tentando fazer o melhor que puder.
Afinal, o calendário de nossa memória é mais flexível e tem efeito acumulativo.
Um ano se vai, o outro chega.
Cada um de nós avança mais um passo...