17 julho 2012

Um dia tivemos sonhos



A expressão “UM DIA TIVEMOS SONHOS…” é realidade comum a todos nós.
  • Quem em algum momento não sonhou?
  • Quem de vocês não pensou ou disse que seria bom isso ou aquilo
  • Que não disse ou imaginou que gostaria disso ou daquilo
Todas as respostas para essas perguntas ou afirmações fazem parte do que chamamos Sonhos, mas agora vem a triste realidade:
  • Quem realmente transformou esses Sonhos (Desejos ou afirmações) em realidade?
  • Quem imediatamente após ter tido este “incite” planificou ações para realizar esses Sonhos?
  • Quem de fato buscou transformar Sonhos em Realidade?
Meus amigos, somos acomodados, somos acovardados frente a tarefas que demandem Comprometimento, somos perfeccionistas só com o que exigimos dos outros e não de nós mesmos, somos assim, sonhadores da vida de ficção e não da realidade.
Mas aí vem um outro problema, começamos a transferir Sonhos para aqueles que nos circundam, especialmente nossos filhos, começamos a exigir deles aquilo que não fomos capazes de fazer, exigimos deles que façam o que na nossa covardia terceirizamos a outros ou pior colocamos tanta culpa no mundo por nos impor barreiras, que não saímos do lugar, mas a solução nós temos. É mais fácil transferir as ações para os outros e cobrar, cobrar.
Mas sei que você não é assim, estou falando da maioria das pessoas não de você, sei que a cada Sonho você toma ação, até aquele velho conhecido: “Ganhar na Loteria”, mesmo nesse sonho precisamos sair de nossa zona de conforto, ir a lotérica e investir, jogar, só assim conseguimos chances para ganhar.
Sendo assim, para encerrar essa pequena apologia ao SONHO, afirmo que:
UM SONHO QUE SE SONHA DORMINDO PODE SER APENAS UM SONHO – AS VEZES VOCÊ NEM SE LEMBRA DELE PELA MANHÃ, MAS O SONHO QUE SE SONHA ACORDADO, AQUELE EM QUE A CONSCIÊNCIA ESTÁ PRESENTE, ESSE TERÁ TODA A CHANCE PARA SE REALIZAR DESDE QUE VOCÊ TOME AÇÃO E SAIA DA ZONA DE CONFORTO – PERSIGA SEUS SONHOS ACORDADOS

Ótimos dias a todos vocês, SONHADORES E CONCLUIDORES DE SONHOS.


Artigo escrito por Vitor Marques

05 julho 2012

Relacionamentos

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. 

Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. 
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.

Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.

E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.

Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não. 

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.

Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. 
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?

O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.

Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.

E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias. 
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. 
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????

Arnaldo Jabor




04 julho 2012

5 minutos de coragem



Quantas vezes na vida é preciso ter coragem? Alguns dizem que para sobreviver neste mundo competitivo é preciso matar um leão por dia, portanto, toda a coragem será pouca. Minha visão é diferente, não mais que 5 minutos de coragem na vida são suficientes. Vou tentar explicar.
A vida é perigosa. Frente ao perigo a mente humana calcula riscos, utiliza a lógica, pesa os prós e contras e como um negociante astuto decide se vai enfrentar ou recuar diante da situação imposta. Saltar de pára-quedas, escalar um vulcão, praticar esqui aquático podem machucar quem pratica. É natural que alguns fiquem receosos e não queiram enfrentar estes desafios. Não tem nada a ver com covardia ou coragem, é apenas o cérebro se protegendo ou divertindo. Nem todos gostam de adrenalina demais circulando pelo corpo.
Acontece que nem sempre se dispõe de tempo suficiente para raciocinar. Quando somos pegos desprevenidos, o instinto de sobrevivência fala mais alto, assume o comando e determina a adequação de enfrentar ou fugir do perigo. Entrar em luta corporal com um assaltante ou saltar de um prédio em chamas necessariamente não envolvem coragem, por vezes os protagonistas relatam que agiram sem pensar e nem lembram direito como aconteceu. Foi tudo muito rápido, instintivo, reptiliano…
Acredito também que poucas pessoas têm a coragem de ser covardes diante de testemunhas, ou seja, alguns valentões de plantão muitas vezes estão jogando muito mais para a torcida do que para eles próprios. O show da vida inclui todas as espécies de coragem, desde a mais espetacular até a mais discreta.
Coragem não é algo que requeira qualificações excepcionais, fórmulas mágicas ou combinações especiais de hora, lugar ou circunstância. É uma oportunidade que mais cedo ou mais tarde será apresentada para cada um de nós, e sua demonstração vai depender da disputa entre  cérebro e coração.
A palavra coragem deriva do francês “coeur”, que significa coração. Quando o coração desafia a lógica do cérebro e enfrenta os medos e perigos que este construiu, estamos falando de coragem. Poderíamos também chamar de duelo entre razão e emoção, ou como Freud sugeriu, luta entre “id” e “superego”. Os termos são diferentes, mas os significados se assemelham.
Para a maioria das pessoas, talvez a razão predomine sobre a emoção. Comigo é assim. Quando ambas estão do mesmo lado é ótimo, mas se houver discordância, a razão geralmente fala mais alto e termina levando vantagem. Isto nem sempre é bom, pois emoção reprimida pode ser somatizada ou se transformar em doença.
Em alguns raros momentos o alarme biológico dispara, a emoção reúne forças, supera a pressão cerebral e decide enfrentar o perigo e partir rumo ao desconhecido. É chegado o dia da mudança, a hora da virada, o ponto a partir do qual não é possível retornar. É a convicção de que é preferível enfrentar e talvez não sobreviver a nunca mais viver plenamente. A emoção, apesar de morrer de medo, se expõe, perde a vergonha, transitoriamente declara sua independência, assume os riscos e se transforma em coragem.
São instantes preciosos, pois definem uma existência. Cinco minutos desta forma de coragem podem ser suficientes para terminar um relacionamento, abandonar uma profissão, assumir um erro, pedir alguém em casamento, ousar, renunciar, falar, calar…Cinco minutos apenas, o depois é conseqüência.
É assim que a coragem me parece hoje. Sua coragem também funciona assim?

Artigo escrito por Ildo Meyer