16 julho 2013

O JEITO CERTO DE SER FELIZ

Você não precisa ter sucesso para ser feliz,
mas precisa ser feliz para ter sucesso”
Shawn Achor

Na última década, um número cada vez maior de cientistas e especialistas têm se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. Os psicólogos querem entender o que o ser humano sente, os economistas querem saber o que as pessoas dão valor, e os neurocientistas querem ver como o cérebro humano reage a recompensas. Atualmente, mais de 200 estudos científicos, envolvendo 275 mil participantes, comprovam que a felicidade proporciona uma vantagem competitiva ao seu cérebro e à sua organização.
Uma nova disciplina tem sido recentemente desenvolvida, chamada de “a ciência da hedônica” A palavra “hedônica” foi cunhada pelo psicólogo Daniel Kahneman, que ganhou o prêmio Nobel da Economia em 2002. De acordo com estudos dessa nova disciplina, até certo nível de riqueza, o sucesso material de fato traz mais felicidade. Por exemplo, quando uma pessoa progride de um estado de absoluta pobreza e miséria até o atendimento de suas necessidades de sobrevivência, e desse nível de sobrevivência até uma vida confortável, e depois de uma vida confortável até certo grau de luxo, sua felicidade de fato aumenta. Contudo, após certo ponto, mais bens materiais não trazem mais satisfação. O que importa, a esta altura, são os chamados “fatores não materiais”, tais como companheirismo, famílias harmoniosas, relacionamentos amorosos, e uma sensação de se viver uma vida significativa.
Hoje temos, também, um novo movimento, a Psicologia Positiva. O psicólogo Martin Seligman, professor da Universidade da Pensilvânia, um dos fundadores do movimento de Psicologia Positiva, e sua equipe pesquisaram os ensinamentos de Aristóteles, Platão, São Tomás de Aquino, Buda, Confúcio, Lao-tsé, Benjamin Franklin, além dos textos do Talmude, do Antigo e Novo Testamento, do Código Samurai e do Corão. Para surpresa dos pesquisadores, praticamente todos os pesquisados, ao longo de 3 mil anos, endossavam as mesmas virtudes: sabedoria e conhecimento; coragem; amor e humanidade; justiça; temperança (autocontrole); espiritualidade e transcendência.
Diante do exposto, podemos concluir que o interesse pelo estudo da felicidade vem crescendo, em todo o mundo. Atualmente, o curso mais concorrido da melhor universidade do mundo, aborda o tema felicidade, baseado em pesquisas na área da psicologia positiva, que enfatiza a resiliência e as atitudes positivas. O curso da Harvard é desenvolvido pelo especialista Shawn Achor, autor do livro – O jeito HARVARD de ser feliz.
Com base nos sete princípios descritos por Shawn, e no livro – Felicidade Autêntica – do Ph.D. Martin Selingman, a T&G Treinamento realizará o curso – O Jeito Certo de Ser Feliz.  Durante o evento, que  será realizado dia 29 de julho, em São Paulo, os facilitadores  comentarão as principais pesquisa realizadas na área da Psicologia Positiva, procurando deixar claro o que as pessoas e as empresas bem sucedidas têm que as outras não têm.
O conhecimento sobre o benefício da felicidade já avançou muito. Será tolice as empresas, os profissionais e as pessoas não tirarem proveito desse conhecimento.
Autor: Sebastião Guimarães

01 abril 2013

Nossa liberdade é parcial, todos sabem.

Não me refiro ao país, e sim à nossa liberdade individual, minha e sua. Sempre que toco nesse assunto me vem à cabeça aquela frase que citei outras vezes: 'O máximo de liberdade que podemos almejar é escolher a prisão em que queremos viver.' É isso aí. E quais são essas prisões? Pode ser um casamento, ou, ao contrário, um compromisso com a solidão. Pode ser um emprego ou uma cidade que não conseguimos abandonar. Pode ser a maternidade. Pode ser a política. Pode ser o apego ao poder. Enfim, todas as nossas escolhas, incluindo as felizes, implicam algum confinamento, em alguma imobilidade, e não há nada de errado com isso, simplesmente assim é a vida, feita de opções que nos definem e nos enraizam.

Mas às vezes exageramos. Costumamos nos acorrentar também a algumas certezas e pensamentos como forma de dizer ao mundo quem somos. É como se redigíssemos uma constituição própria, para através dela apresentar à sociedade nossos alicerces: sou contra o voto obrigatório, sou a favor da descriminação das drogas, sou contra a pena de morte, sou a favor do controle de natalidade, sou contra a proibição do aborto, sou a favor das pesquisas com célula-tronco. Esse é apenas um exemplo de identidade que forjamos ao longo da vida. Você deve ter a sua, eu tenho a minha.
Dá uma segurança danada saber exatamente o que queremos e o que não queremos, no que cremos e no que desacreditamos. Mas onde é que está escrito, de fato, que temos que pensar sempre a mesma coisa, reagir sempre da mesma forma?


Ao trocar de opinião ou de hábitos, infringimos nossas próprias regras e passamos adiante uma imagem incômoda: a de que não somos seres confiáveis. As pessoas à nossa volta já haviam aprendido tudo sobre nós, sabiam lidar como nossos humores e nossos revezes, estava tudo dentro do programa e, de repente, ao mudarmos de ideia ou fazermos algo que nunca havíamos feito, subvertemos a ordem natural das coisas.


Quando visito algumas escolas, encontro estudantes um pouco assustados com as escolhas que farão e que lhe parecem definitivas. Tento aliviá-los: pensem, repensem, mudem quantas vezes vocês quiserem, é permitido voltar atrás. Digo isso porque eu mesma já reprimi muito meus movimentos, minhas alternâncias, numa época em que eu achava que uma pessoa séria tinha que morrer com suas escolhas. Ainda há quem considere leviana a pessoa que se questiona e se contradiz, mas já bastam as prisões necessárias - para que cultivar as desnecessárias?


Optei pelas medidas provisórias. Por isso, todos os anos eu faço uns picotes na minha constituição imaginária e jogo os pedacinhos de papel pela janela: é assim que comemoro o Dia da Independência. Da minha.


Martha Medeiros

18 fevereiro 2013

VOCÊ TEM CORAGEM PARA MUDAR?


Filme "O lado bom da vida" traz reflexão sobre desapego


O filme "O Lado Bom da Vida" (Silver Linings, 2013), indicado ao Oscar deste ano, proporciona reflexões acerca de alguns temas interessantes, como saúde mental, traição, perdas e relacionamentos. Todos os assuntos fazem parte de um emaranhado que vai se desenrolando aos poucos entre os personagens. Mas é sobre a essência, o pano de fundo da obra, que vamos refletir.

A história é sobre o homem Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper), que após presenciar a traição da esposa e ter um acesso de fúria, fica internado em um hospital psiquiátrico por oito meses. O filme inicia com o retorno do personagem à casa dos pais. Pat, então, tenta reconstruir sua vida, buscando resgatar o que perdeu no passado, incluindo seu casamento. Contudo, ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher que também tenta superar suas dores do passado, e que pode mudar seus planos.
Pat quer retomar sua vida do mesmo ponto antes de ser internado. Ele não percebe que tudo está diferente. Seus pais, sua casa, o antigo trabalho, sua ex-esposa e, principalmente, ele mesmo. Isso nos ajuda a refletir sobre como muitas vezes nos apegamos a coisas e relacionamentos que tivemos e que já se foram. Ficamos presos ao passado e isso nos impede de olhar o que está a nossa frente.
Claro que não é mesmo simples desapegar daquilo que não nos serve mais. É mais seguro e cômodo ficar com algo que já conhecemos, ao invés de nos lançar no desconhecido. Com os relacionamentos amorosos não é diferente. Às vezes permanecemos em uma relação fracassada e infeliz, pois ao menos é algo familiar, sabemos até quais são os defeitos que nos incomodam. Além disso, o outro também nos conhece e da mesma maneira sente-se seguro sabendo que precisa lidar com tantas diferenças.
Mas se você não solta o passado, com qual mão agarra o futuro?
Essa frase de autoria desconhecida pode resumir o enredo de "O lado bom da vida" - e da nossa vida também. A personagem Tiffany entra na história de Pat para lembrá-lo disto. Ela também está presa a uma perda do passado, mas, ao contrário do protagonista, não deixa que isso a impeça de olhar para o presente. Ambos os personagens acabam ajudando um ao outro a continuarem caminhando em suas vidas. E isso também ocorre na realidade, sempre há alguém para nos ajudar a caminhar.
Então, mesmo que você esteja acomodado a uma situação antiga, experimente olhar para o lado e ver que há algo novo reservado para você. Mas isso requer coragem de nossa parte. Coragem de mudar. Afinal, como diria Harold MacMillan, o primeiro ministro do reino Unido, "deveríamos usar o passado como trampolim e não como sofá".
Escrito pela psicóloga Maria Cristina - http://jornadapsicologica.blogspot.com.br/

15 fevereiro 2013

VIVA TODOS OS DIAS DO ANO COMO SE FOSSE CARNAVAL




O Carnaval brasileiro é realmente uma festa admirável, motivante e agradabilíssima. Ele tem o poder de mexer e transformar o ânimo das pessoas. Gente encrenqueira, carente, mal humorada, triste e infeliz se mistura com pessoas bem humoradas, alegres, entusiasmadas e de bem com a vida em uma festa de alto astral, em que não há preconceito racial, sexual, religioso, deficiência física, comportamental, cidadania ou qualquer outro.
Ricos e pobres, negros e brancos, ateus e religiosos, jovens e idosos, trabalhadores e desempregados, brasileiros e estrangeiros todos se unem e compartilham o mesmo espaço, gerando felicidade contagiante. Muitos podem pensar que o Carnaval é uma completa improvisação, mas não é bem assim. Há uma indústria que trabalha 360 dias por ano, para gerar pelo menos quatro dias de frisson.
As pessoas planejam férias, passeios, desfile em blocos de rua, escolas de samba ou, simplesmente, descansar. Uma grande festa! Por alguns momentos, você fica no topo do controle de sua felicidade. Você gosta dos momentos que está vivendo e quase nada é capaz de deter a sua empolgação.
No Carnaval, maravilhas ocorrem em sua vida. Você pode estar esgotado, mas encontra energia para estar nos lugares que mais deseja, seja assistindo o desfile no Sambódromo, desfilando ou de olhos grudados na televisão a fim de não perder nenhum detalhe. Você está sempre entusiasmado e com energia renovada, logo basta um simples convite para um giro pelas ruas movimentadas e você está pronto a aceitar.
Durante o período de Carnaval você, provavelmente, sorri mais vezes do que durante todos os demais dias do ano. Sonha acordado e dorme como gostaria de repousar durante os demais dias do ano. Toma o café da manhã como se fosse um rei e almoça (mesmo que seja um lanche improvisado) como se fosse um príncipe.
O seu corpo pode apresentar cansaço físico, mas os órgãos funcionam tão bem que você até esquece do medicamento. O clima é tão favorável que você não tem tempo para agir com pessimismo ou mesquinharia. Ao contrário disso, se algo ruim ocorre você logo encontra o lado positivo. Se você casualmente se envolve em confusão, logo lembra que a vida é muito curta para desperdiçar seu tempo com algo que talvez não valha a pena.
E tem mais, se alguém descarregar sobre você toda a sua amargura, você com calma incomum provavelmente aconselhará a pessoa a ficar em paz com o seu passado, para não arruinar os momentos de completa felicidade, aconselhando: “entenda que o problema em si não é o problema, o problema é como você se comporta diante dele.”
Então, provavelmente, você se tornou uma pessoa encantadora. O ser humano que sempre desejou se tornar. Aquele que consegue enxergar o lado bom de tudo que acontece, que percebe que o dia está cheio de oportunidades, aproveita a beleza que está ao seu redor, aprecia a abundância que a vida proporciona e é capaz de deixar quem está ao seu lado em estado de êxtase.
Caso você estivesse sendo filmado, ao assistir a gravação saberia o quando poderoso você se tornou. Mas, não precisa de filme nenhum, pois os acontecimentos do Carnaval lhe fizeram muito bem. Então, que tal adotar esta postura quando o Carnaval passar? Quando você estiver de voltar para as atividades? Que tal viver todos os dias do ano como se fossem Carnaval?
Agindo assim, você provavelmente descobrirá que a verdadeira felicidade não está apenas em viver, mas sobretudo em saber viver, pois “o que se leva desta vida é a vida que se leva.”
Pense nisso e seja feliz.
Artigo escrito por Evaldo Costa

05 fevereiro 2013

O sim que vale por um não




Vou iniciar contando uma piada antiga, a diferença entre o político e a mocinha. Quando o político diz “sim”, significa “talvez”. Quando fala “talvez”, quer dizer “não”, e quando diz “não”, deixa de ser político.  Por outro lado, quando a mocinha diz “não”, tem o significado de “talvez”. Quando fala “talvez”, quer dizer “sim”, e quando diz “sim”, deixa de ser mocinha.
Sem entrar no mérito da piada, a intenção foi apenas ilustrar quantas vezes dizemos “sim”, quando na verdade gostaríamos de falar “não” e vice versa. Será que é mais fácil dizer um “sim” que um “não”? Dizer “sim” não demanda muitas explicações, mas dizer “não” quase sempre exige uma justificativa. Em tese, se você concordar e aceitar terá maiores chances de agradar e ser bem quisto pelos outros.
Por isto, algumas pessoas dizem “sim”, mas terminam agindo como um “não”. Você não queria ir à praia, mas não conseguiu recusar o convite. Vai mas fica emburrado o tempo todo, sequer pisa na areia. “Sim” verbalizado e “não” na atitude. O contrário também é verdadeiro. Você diz que não vai  comprar mais nada até o final do ano, na outra semana chega em casa com uma linda bolsa  adquirida por uma bagatela na liquidação. “Não” prometido e conduta de “sim”. Pode estar havendo uma espécie de conflito entre consciente e inconsciente que se manifesta por um engano entre o verbal e o comportamental.
Para evitar estas contradições, inventaram a palavra “talvez”, que não significa nem “sim”, nem “não”. Na verdade não significa nada. Você não sabe o que responder, então lança mão do “talvez”, que funciona como sinônimo de não sei, tanto faz, é possível. O que é pior, escutar um “sim” que significa “não” ou um “talvez” que não significa nada?
A chave para esta questão está na coerência entre intenção, atitude e verbo. Os três precisam estar alinhados. Imagine como seria fácil se o “sim” e o “não” exprimissem exatamente aquilo que cada um pensa, sente ou fala  e somente fossem ditos nestas condições. A piada da mocinha e do político não existiria e as relações seriam bem mais tranqüilas.
Ao “talvez” sobrariam então apenas aquelas situações específicas onde em determinado momento estaríamos convictos de um “não”, mas acenaríamos com a possibilidade de se transformar em um “sim” futuramente. Hoje o prisioneiro não tem liberdade, mas se houver bom comportamento, talvez possa sair da prisão.
“Sim” ou “não” são afirmativas e negações que mudam toda uma existência e não devem ser ditos sem convicção. Precisam demonstrar firmeza, certeza, clareza, segurança. “Sim”, aceito casar com você. “Sim”, você foi aprovado. “Não”, vou largar este emprego. O talvez é inútil, serve só para fragilizar nossa auto-estima.
Não existe um número perfeito, um equilíbrio ideal entre “sim” e “não” ao longo da vida. Certamente serão muitos, e precisam ser bem mais numerosos que as incertezas do “talvez”.  “Sim” e “não” precisam ser sinceros, mas necessariamente não precisam ser eternos. Que assim seja!
Autor: Ildo Meyer – Médico, Consultor e Palestrante Empresarial. Email de contato:ildomeyer@terra.com.br WebSite: http://www.ildomeyer.com.br