30 setembro 2006

Caminhos da vida

Quando cortas uma flor para ti,
começas a perdê-la...
porque murchará em tuas mãos
e não se fará semente
para outras primaveras.
Quando aprisionas um passarinho para ti,
começas a perdê-lo...
Porque não mais cantará
no bosque para ti
nem criará outros passarinhos
em seu ninho.
Quando guardas teu dinheiro
começas a perdê-lo...
porque o dinheiro não vale por si,
mas pelo o que com ele se pode fazer.
Quando não arriscas
tua liberdade para tê-la,
começas a perdê-la...
porque a liberdade que tens se comprova
quando te atiras optando e decidindo.
Quando não deixas partir o teu filho
para a vida, começas a perdê-lo...
porque nunca o verás
voltar para ti livre e maduro.
Aprende no caminho da vida
a paradoxal lição da experiência:
sempre ganhas o que deixas
e perdes o que reténs.
Sendo assim, a melhor forma de prender é Cativar.

25 setembro 2006

O amor (Coríntios 1, cap 13:1)

Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som do gongo ou como o barulho de um sino. Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, a ponto de tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada... Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada. Quem ama é muito paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, mas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas terminará também. Pois, os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança. O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado. Mas, depois veremos face a face. Tudo o quanto sei agora é obscuro e confuso... Mas, depois verei tudo com clareza. Tão claramente como Deus esta vendo agora mesmo o interior do meu coração. Agora, portanto, permanecem três coisas: A fé, a esperança e o amor. Porém, a maior delas é o amor.

22 setembro 2006

Como um Golfinho, nenhuma pessoa no mundo consegue viver só.

Como um Golfinho, existem pessoas que são puras e sinceras. Tais pessoas formam um laço de amizade amplo e eterno.
Como um Golfinho, existem pessoas que vivem felizes e não gostam de ver seus amigos tristes. Por isso, tentam sempre alegrar seus corações.
Como um Golfinho, existem pessoas que arrumam um jeito para tudo, por mais difícil que seja o obstáculo à sua frente.
Como um Golfinho, nenhuma pessoa no mundo consegue viver só, por isso, fazem amigos e os acompanham em todos os momentos.
Como um Golfinho, as pessoas precisam sorrir para que sua vida seja cada vez melhor.
Como um Golfinho, uma criança enxerga o mundo de forma honesta e feliz, onde tudo tem um tom de brincadeira e tudo é a mais pura verdade.
Como os Golfinhos, pessoas precisam de carinho e compreensão. Se podemos entender os sentimentos de um Golfinho, por que não entendemos os sentimentos de uma pessoa?
Como os Golfinhos, precisamos dar e receber amor.
Como os Golfinhos, precisamos de liberdade para podermos viver. Precisamos de liberdade para expressar nossos sentimentos. Mesmo sendo livres, sempre procuramos alguém a quem possamos nos prender. Mesmo procurando, incansavelmente, amigos e amores, precisamos de um momento sozinhos.
Como os Golfinhos, apreciamos um luar, apreciamos uma noite bonita.
Não sinta-se só, sempre existirá um amigo a quem você possa chamar, assim como fazem os Golfinhos.
Como os Golfinhos, existem pessoas prontas a oferecer-lhe uma amizade eterna.
Por Flávio de Angelis.

20 setembro 2006

Por que o amor morre na praia?

São tantos relacionamentos que começam, paixões que prometem durar toda a vida, mas depois de algum tempo, é fácil ver o amor morrendo na praia. Tem gente que já na segunda saída se desencanta, outras pessoas mantém a chama acesa por alguns poucos dias ou meses. Quem consegue um relacionamento de anos pode se considerar bem sucedido. Já o antigo felizes para sempre é uma raridade, quase uma relíquia. O que está acontecendo? O que leva as pessoas hoje a ficarem cada vez menos tempo juntas? Antes de mais nada podemos dizer que vivemos uma enorme auto-afirmação do indivíduo. Foram tantos anos obedecendo regras, fazendo o que devia ser feito, andando em cima dos trilhos do certo e do errado, que agora uma grande parte das pessoas se rebelou e está completamente incomodada em dividir a liberdade com o compromisso de caminhar junto de alguém. Por outro lado, a ideologia do prazer e do conforto tomou conta de nossas vidas de tal forma que não suportamos a idéia da dor. O problema é que para se relacionar com alguém você precisa abrir mão do que é imediato para entender a relação como uma possibilidade de crescimento. O amor não é confortável. Na filosofia do tudo fácil e descartável, não cabe o trabalho que uma relação dá. Para estar com alguém você precisa entender o ponto de vista alheio, precisa abrir o coração, se colocar na pele do outro. Também não é possível amar se você não tem uma comunicação bem transparente e corajosa. Se você é covarde e economiza as suas palavras, se você não expressa o que sente e pensa, fica muito difícil manter um relacionamento vivo. A tendência é não falar, é não manifestar o que está mal resolvido como ressentimentos, raivas. Assim a relação esfria, perde a vitalidade, fica superficial. A falta de generosidade também é um grande problema. Na convivência, os casais esquecem de manifestar o seu amor, pensam que não é necessário dizer palavras doces, presentear o outro com o romantismo que caracterizava o começo da relação. Feito uma plantinha que precisa de água para sobreviver, a relação também pede como alimento o carinho. Sem ele, nada feito. Por que o amor morre na praia? Ele morre pela falta de cuidado, morre pela falta de consciência. Se você pensa que o amor acontece por si, está enganado. O amor é forte e frágil ao mesmo tempo. Ele brilha e irradia sua luz quando os amantes estão vivos, criativos e aptos para a relação, caso contrário, ele não tem condições de sobreviver.
Por Sergio Savian

Eleições 2006

NÃO ANULE SEU VOTO!
Por mais difícil que seja a escolha, vamos tentar fazer do Brasil um País melhor- SEMPRE!!!!

17 setembro 2006

Quem não precisa de afeto?

Não acredito que alguém possa ser feliz sem afeto. Mas como consegui-lo se a tônica da vida tem sido a indiferença, a frieza e o não envolvimento? Bem que se tenta, mas parece que é cada vez mais difícil manter um relacionamento. São muitas as interfias que embaraçam as melhores intenções. Mas talvez o que mais atrapalha é como as pessoas estabelecem as relações.

Você quer que o outro lhe dê o carinho e muitas vezes fica indignado ou até mesmo bravo quando isso não acontece. Daí você cobra a presença, cobra a atenção. Existem até aquelas pessoas que exigem o sexo a todo custo, mesmo que o(a) companheiro(a) não esteja a fim.
Será que isso funciona? Será que o amor se desenvolve a partir da cobrança, do controle, da culpa e do medo? Tenho certeza que não.

O amor é parente da amizade, da confiança, da entrega. O amor combina com a generosidade. Por isso, se você quer ser feliz o melhor é começar se oferecendo como uma fonte, sendo carinhoso. Não importa a quem você se dirija, se a pessoa lhe retribui ou não. Você abre uma porta, que fica aberta para que também receba o melhor. Esta é a chave!
Você amolece seu coração, põe um sorriso na cara e ajuda os outros. Colabora para um mundo melhor. No geral, essa atitude é recebida pelas pessoas como água no deserto. Aí vem o agradecimento. E o amor se torna possível.

Em tudo é assim. Se você acha que as pessoas são antipáticas, mude o canal e seja simpático. Você participa ativamente da transformação atuando de forma consciente. Até nas finanças funciona assim. Quando você é generoso, é mais fácil que o dinheiro venha até você.

O ponto está em abrir a porta em vez de reclamar dela estar fechada.

E não esqueça de agradecer. Lembre-se sempre que o outro não tem nenhuma obrigação de lhe dar nada. E quando você agradece, deixa o caminho aberto para receber o que tanto deseja. Talvez o que mais atrapalha é como as pessoas estabelecem as relações.

As ironias do amor

Liguei a tv e me deparei com um documentário sobre o comportamento afetivo e sexual das mulheres. Acho que eram americanas, não lembro. A câmera circulava por uma festa, e de vez em quando colhia o depoimento das convidadas. Uma delas lindíssima, estufou o peitão, segurou firme o microfone e deu seu parecer sobre o homem ideal. Disse ela que se um cara bonito lhe pedir dez dólares emprestados ela nunca mais olha na cara dele, mas se um velho decrépito convidá-la para dar uma volta no seu jatinho, na mesma hora ele vira um príncipe. E sorriu sedutoramente para a câmera, como quem pergunta: "Não é assim com todas?"

É uma pena que as histórias de amor estejam decaindo. Uma boa parcela de mulheres já não está a fim de esperar o coração dar as ordens. Antes disso, elas estabelecem suas prioridades e se engatam em quem melhor lhes convier, transformando em príncipe aquele que for capaz de fazer o milagre da multiplicação da conta bancária ou de alça-las para o topo da pirâmide social. Sentimento, hoje em dia, só atrapalha.

Teoricamente, isso nos horroriza, certo? Então deveríamos soltar foguetes ao ouvir a notícia de que um príncipe de verdade, em vez de escolher - outra vez - uma noiva jovem, linda e cheia de fragilidades, resolveu se casar com uma mulher madura de 57 anos, totalmente fora dos padrões de beleza, mas com o mérito de ter sido desde sempre o grande amor da sua vida. Charles e Camilla, os próprios.

No entanto, desde que eles anunciaram seu casamento, só o que ouvi foram piadas cretinas sobre a falta de gosto do príncipe. Como ele tem coragem de se casar com um tribufu, um canhão, uma baranga? - pra citar apenas alguns dos delicados adjetivos com que Camilla foi presenteada pela imprensa e pelas conversas de bar. Por outro lado, não ouvi nenhuma mulher se perguntar: como é que Camilla foi se interessar por aquele songamonga?

Canhões e songamongas não enfeitam capas de revista nem fazem revelações picantes para a TV, pois a vida deles é maçante e o que interessa hoje é beleza, sexo e dinheiro. O amor virou a coisa mais antiquadra do mundo. Paixão, vá lá, ainda mantém um certo status porque promovem mudanças, porque excita e enlouquece, porque é antagônica, esquizofrênica, deslumbrante, mas amor? E ainda por cima, amor de uma vida inteira? Eca, "AMOR RETÍLINEO, PACÍFICO, SEM SURPRESAS, DURADOURO DEMAIS, E PORTANTO TEDIOSO PRA QUEM ESTÁ DE FORA. E É PRA QUEM ESTÁ DE FORA QUE A MAIORIA DAS PESSOAS JOGA".

Eles se casaram, os dois feiosos numa cerimônia very britishe isso é notícia porque trata-se de um importante membro da monarquia inglesa, viúvo, de um dos maiores ícones do século XX, mas que teve o gosto de insistir num relacionamento com uma mulher feia e por um motivo mais que aborrecido: porque a ama.

Realmente, sentimento só atrapalha.

Martha Medeiros.

Como fazer um amor durar?

Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia.

Num certo ponto, a menina perguntou: - Como se faz para manter um amor?

A mãe olhou para a filha e respondeu: - Pega num pouco de areia e fecha a mão com força...

A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.

- Mamãe, mas assim a areia cai!!!

- Eu sei, agora abre completamente a mão...

A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.

- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!

A mãe, sempre a sorrir disse-lhe: - Agora pega outra vez num pouco de areia e deixe-a na mão semi-aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.

A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.

- É assim que se faz durar um amor...

Amar a pessoa errada.

Todos nós temos, pelo menos, uma história de amor "que não deu certo" e, então, dizemos haver amado a pessoa errada.

Este pensamento acaba fustigando o amor com sentimentos negativos e sofremos. Sofremos com o amargo da rejeição, com a tristeza da ausência, com o que consideramos ser uma insensibilidade para com nossos sentimentos e, sobretudo sofremos a dor da "perda", esquecendo todas as coisas boas que essa história de amor nos proporcionou.

Claro que o fim de uma relação sempre é uma situação dolorosa para ambas ou para uma das partes!

Não gostamos de "perder" nem mesmo um simples objeto, quanto mais a pessoa que amamos!

Quando um "amor não dá certo", tendemos a nos fixar nos aspectos negativos da "perda" e, quanto mais alimentamos a "dor", mais o sofrimento se aprofunda.

Nós só perdemos o que possuimos.

Possuimos uma jóia, uma casa, uma roupa mas jamais possuiremos uma pessoa.

O sentimento de posse acaba por gerar expectativas a respeito do outro, o que é muito difícil de ser correspondido.

Ninguém veio aqui para satisfazer a vontade do outro, para se moldar dentro do desejo do outro.

Cada um de nós é um ser único e, desta forma, cada um de nós possui o seu próprio universo.

Quando esperamos que as nossas realizações se façam através do outro, fatalmente somos mal sucedidos.

No amor funciona do mesmo jeito!

Se, ao invés de nos voltarmos para os aspectos negativos, abrirmos nosso espírito para o lado positivo da situação, tudo toma uma nova dimensão.

Nenhum encontro é sem sentido.

Cada encontro é uma nova oportunidade de crescimento.

Se deixarmos de lado as lamentações e começarmos a buscar o que o outro nos proporcionou aprender, certamente concluiremos que houve mais ganhos do que perdas.

Às vezes,aprendemos uma lição de paciência, outras vezes, de coragem, humildade, desprendimento, generosidade, perdão, serenidade, equilíbrio e tantas outras.

No entanto, o maior aprendizado é mesmo o de amor.

Quando nos voltamos para o lado positivo de um encontro de amor
vemos que pouco ou nenhum espaço resta para os sentimentos negativos.

Amamos a pessoa certa, na hora certa e só precisamos de agradecer
a Deus pela oportunidade daquele encontro e por todos os bens que ele nos permitiu agregar ao tesouro das nossas experiências de vida.

Assim, o amor deixa de ser uma batalha de egos, para se expressar no seu verdadeiro significado: o maior e mais perfeito sentimento que o ser humano experimenta e vivencia.

Quase...

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase".

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa bendita mania de viver no outono.

Pergunto-me às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive ... já morreu!!!

Deus fez tudo que existe?

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:

- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente: - "Sim, fez!"
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
O professor replicou: - Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse: - Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou: - Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu: - Na verdade, professor, o frio não existe.
Segundo as leis da física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu: - Mas é claro que sim.
O estudante respondeu: - Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe.
A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: - Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu: - Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu: - O mal não existe professor, ou ao menos não existe por si só.
O mal é simplesmente a ausência de Deus. É como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."

09 janeiro 2006

Afinal, o que é o amor?

Família, amigo, irmão, namorado...o mesmo sentimento
O ser humano é um animal gregário. Ao longo de nossas vidas, nos apegamos, nos envolvemos, amamos. O amor parece ser a razão da vida de muitas pessoas. Amor de pai ou de mãe, de filho, amor ao próximo, amor pela profissão. Parece que ele está em todo lugar. Mas afinal de contas, o que é esse sentimento? A verdade é que cada um sente de uma forma. Mas aí vão algumas definições genéricas que podem a ajudar a compreender ou causar identificação:
- Segundo o dicionário: amor é sentimento máximo de afeto, atração ou desejo. Pode ser inspirado e experimentado por pais, filhos, homens e mulheres, namorados, amigos e divindades. A partir desta definição temos algumas subdivisões:
- Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de uma outra pessoa. - Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a alguma coisa específica.- Forte sentimento de afeto ditado por laços de família, religiosos ou patrióticos.- Apego profundo a algum valor ou a alguma coisa que proporcione prazer, entusiasmo ou paixão.- Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso(amor platônico).- Forte inclinação, de caráter sexual, por pessoa de outro sexo(amor carnal).- Segundo a Bíblia: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (João 15: 12-13).- A ciência também tem a sua versão: Os cientistas mais modernos afirmam que esse sentimento causa reações químicas. Quando a pessoa fica apaixonada, seu organismo produz grandes doses de três substâncias: dopamina, norepinefrina e feniletilamina. São anfetaminas naturais que provocam euforia e podem causar dependência. È por isso que algumas pessoas são incapazes de manterem relacionamentos duradouros. Elas estão sempre à procura de novas aventuras, novas paixões. Se o relacionamento dura, os envolvidos começam a produzir endorfina, substância que dá sensação de segurança, calma e tranqüilidade.