29 novembro 2011

Vamos chutar o que nos aborrece e começar um novo ano com o pé direito?


Para alguns o final de ano causa certa depressão. Como se fosse um final de ciclo…
O fim de um período para o atendimento das metas que foram definidas para este ano.
Lamentavelmente, ao associarmos nossas metas com o final do ano, tendemos a cometer certos equívocos.
Por mais que possamos, e até devemos definir objetivos profissionais e pessoais para a nossa vida, não podemos nos tornar escravos deles.
Nossa vida é muito maior que quaisquer metas que tracemos para ela.
A abrangência de nossas ações tem um alcance inimaginável.
Creio que o fato de não termos esta clareza seja um dos motivos para que surja um certo vazio quanto ao não atendimento de nossas metas.
A real relevância de nossas atitudes deve pautar nossa vida.
É necessário que nos enxerguemos como meios para que todos, inclusive nós mesmos, alcancemos nossos desejos.
Talvez possamos a partir de uma visão menos egoísta, entender que contribuímos com que várias metas sejam atendidas ao longo do ano.
Ao auxiliarmos alguém a alcançar seu objetivo, também teremos este mérito.
E o reconhecimento?
Por mais que sejamos seres motivados, é importante entender que a motivação está dentro de nós mesmos.
É um engano acreditar que dependemos unicamente de outras pessoas, para que possamos ser felizes. Engano mesmo...
Precisamos de outras pessoas para agregar alegria e conquistas, mas não deve haver dependência. Afinal, somos muitos maiores que qualquer relação de dependência.
Sendo assim, que possamos nos sentir felizes ao chegar no fim de um ano, vivos em condições de melhorar, corrigir nossas imperfeições, alinhar novos desejos e objetivos… olha só!!! Que grande oportunidade que temos… hein?

Cabe a nós facilitarmos as coisas então, chutar o desânimo para o lado… e seguir em frente…
Desejo um Ano Novo repleto de realizações, Amor, Saúde, Alegria e Paz.
FELIZ 2012...

ESCOLHENDO O SEU CAMINHO


Ninguém gosta de esperar ou de ser incomodado. No entanto a chamada Lei de Murphy é implacável: quanto mais impaciente você estiver, mais se verá em situações em que terá que esperar. Se estiver na fila de supermercado e mudar para a outra fila reclamando que ela está parada, o que acontece? A fila que você saiu começa a andar e a fila que você foi que estava andando, trava. É assim também no trânsito quando você muda de fila ou com a chave que cai debaixo do carro bem onde você não alcança.
O universo é implacável e esse tema vem de longa data, me fazendo entender que esse mundo que vivemos é um mundo de escolhas entre o positivo ou negativo, motivado ou desmotivado, o bem ou o mal. São as encruzilhadas que a vida oferece todos os dias e o nosso berço familiar, a nossa atitude, formação moral e educacional que tivemos assim como nossas crenças que irão nos influenciar na tomada de decisões para seguir a nossa estrada.
Rei Salomão disse: “O coração alegre é bom remédio e o espírito abatido faz secar os ossos”. Que definição precisa! Os otimistas enxergam nas dificuldades as oportunidades e os pessimistas, ao contrário, enxergam nas oportunidades somente as dificuldades, isto quando conseguem ver alguma coisa como oportunidade. Enquanto os perdedores, àqueles que enxergam a metade do copo que foi embora, matam o tempo e não conseguem encontrar tempo para nada, os vencedores, que são aqueles que enxergam a metade do copo que ficou, usam o seu tempo e fazem o seu tempo.
Sócrates, o filósofo de rua, na Grécia antiga dizia: “Quanto mais sei, sei que nada sei”, ou seja, tudo e que existe de real na ciência um dia foi filosofia, isto é, foi pensamento. É por esta e por outras que falo que os realistas estão a caminho… Mas os sonhadores já estiveram lá!
William Shakespeare disse: “Quando o mar está calmo qualquer barco navega bem”. O incrível é que nos dias de hoje, até mais que ontem, as pessoas não sabem o que querem, mas sabem na ponta da língua o que não querem. Muitos só decidem quando estão na “boa” e nunca aceitam enfrentar nenhum tipo de dificuldade. Tem pessoas que são tão desanimadas que até o gato fica doente e o cachorro entra em depressão.
Lucius Annaeus Sêneca que foi um Senador na Roma antiga, um grande pensador que viveu nos tempos de Cristo dizia: “Se um homem não sabe aonde vai nenhum vento lhe será favorável”. Ora, se alguém que sai de manhã sem um ideal, sem um objetivo, sem um sonho para viver, não sabe o que quer da vida, que sentido têm sua vida?
Acredito mesmo que Deus o fez para a maior das vitórias e uma vida muito feliz. Ele não quer que você atravesse a vida inteira na mediocridade. Mas observe, ele pode estar testando você. Seja paciente com o seu coração e tente um olhar de fé para as coisas boas. A sua dificuldade pode ser uma grande oportunidade para o seu progresso.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Artigo escrito por Gilclér Regina.

ATITUDE


“A maior descoberta da minha geração é que qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando de atitude”. (William James)
Um novo emprego, um novo empreendimento, um novo relacionamento. Qualquer seja seu novo projeto, apenas mediante atitudes renovadas será possível cultivar resultados diferenciados. Afinal, se você trilhar o mesmo caminho, chegará somente aos mesmos lugares.
Atitudes são constatações, favoráveis ou desfavoráveis, em relação a objetos, pessoas ou eventos. Uma atitude é formada por três componentes: cognição, afeto e comportamento.
O plano cognitivo está relacionado ao conhecimento consciente de determinado fato. O componente afetivo corresponde ao segmento emocional ou sentimental de uma atitude. Por fim, a vertente comportamental está relacionada à intenção de permitir-se de determinada maneira com relação a alguém, alguma coisa ou situação.
Para melhor compreensão, tomemos o seguinte exemplo. Algumas pessoas têm o hábito de fumar. E a pergunta que sempre se faz aos fumantes é o motivo pelo qual não declinam desta prática mesmo estando cientes de todos os malefícios à saúde cientificamente comprovados.
Analisando este fato à luz dos três componentes de uma atitude podemos atinar o que acontece. O fumante, em regra, tem plena consciência de que seu hábito é prejudicial à saúde. Ou seja, o componente cognitivo está presente. Porém, como ele não sente que esta prática esteja minando seu organismo, continua a fumar. Contudo, se um dia uma pessoa próxima morrer vitimada por um enfisema, ou ainda, o próprio fumante for internado com indícios de problemas cardíacos decorrentes do fumo, então a porta para acessar o aspecto emocional será aberta: ao sentir o mal ao qual está se sujeitando, o indivíduo decidirá agir, mudando seu comportamento, deixando de fumar.
As pessoas acham que atitude é ação. Todavia, atitude é racionalizar, sentir e externar. E não se trata de um processo exógeno. É algo interno, que deve ocorrer de dentro para fora. E entre a conscientização e a ação, é necessário estar presente o sentimento como elo. Ou você sente, ou não muda.
Atitudes, como valores, são adquiridas a partir de algumas predisposições genéticas e muita carga fenotípica, oriunda do meio em que vivemos, moldadas a partir daqueles com quem convivemos, admiramos, respeitamos e até tememos. Assim, reproduzimos muitas das atitudes de nossos pais, amigos, pessoas de nossos círculos de relacionamentos. E as atitudes são bastante voláteis, motivo pelo qual a mídia costuma influenciar as pessoas, ainda que subliminarmente, no que tange aos hábitos de consumo. Das calças boca de sino dos anos 1970 aos óculos do filme Matrix na virada do século, modas são criadas a todo instante.
Atitudes devem estar alinhadas com a coerência, ou acabam gerando novos comportamentos. Tendemos a buscar racionalidade em tudo o que fazemos. É por isso que muitas vezes mudamos o que dizemos ou buscamos argumentar até o limite para justificar uma determinada postura. É um processo intrínseco. Sem coerência, não haverá paz em nossa consciência e buscaremos um estado de equilíbrio que poderá passar pelo autoengano ou pela dissonância cognitiva.
Se você está em fase de transição – e normalmente estamos, sem nos aperceber disso – aceite o convite para refletir sobre suas atitudes. E corra o risco de ter ideias criativas e inovadoras, além de livrar-se das antigas.

Arquivo escrito por Tom Coelho.

28 novembro 2011

ELES EXISTEM...

Essa é para descontrair um pouquinho.. rs



Descrição: cid:image002.jpg@01CC92FF.0A4AECE0

Descrição: cid:image003.jpg@01CC92FF.0A4AECE0


Descrição: cid:image005.jpg@01CC92FF.0A4AECE0

Descrição: cid:image006.jpg@01CC92FF.0A4AECE0
Descrição: cid:image007.jpg@01CC92FF.0A4AECE0


Descrição: cid:image020.jpg@01CC92FF.0A4AECE0


Descrição: cid:image021.jpg@01CC92FF.0A4AECE0Descrição: cid:image022.jpg@01CC92FF.0A4AECE0


Descrição: cid:image028.jpg@01CC92FF.0A4AECE0


Descrição: cid:image031.jpg@01CC92FF.0A4AECE0Descrição: cid:image032.jpg@01CC92FF.0A4AECE0

25 novembro 2011

DESMOTIVAÇÃO: DE QUEM É A CULPA?


Entre os fatores que podem levar à desmotivação das pessoas e das equipes de trabalho estão: as poucas perspectivas de crescimento, de carreira, de salários baixos, conflitos e desentendimentos com o chefe.
Geralmente, a caça às bruxas, isto é, a busca pelos culpados começa com as pessoas infelizes com a liderança, e esta acaba sendo o principal alvo. Igual a uma equipe de futebol, quando os resultados não aparecem, logo crucificam o treinador e está provado que nem sempre este é o melhor caminho.
Percebe-se aí que a motivação não vem dos outros. O bom chefe gera estímulo para que sua equipe tenha motivos para agir. E quem tem motivos, levanta cedo para fazer melhor o que pode fazer melhor.
Mas o chefe não pode especificamente fazer algo por alguém de sua equipe. Isso porque a motivação é da pessoa, e esta deverá ser o grande responsável por sua vida, seus atos, suas atitudes, sua motivação mesmo. O chefe deve ser exemplo e apontar caminhos.
Mesmo sabedor de que o baixo salário e a falta de perspectivas estão incomodando a equipe, gerando desmotivação e insatisfação, o chefe deve ser consciente e não tomar nenhuma decisão precipitada e pensar com mais foco no assunto e nas possibilidades reais de melhoria.
O profissional que também está insatisfeito no trabalho deve ser consciente de suas virtudes ou limitações. Se tem virtudes, deve lutar por elas dignamente e se tem limitações, deve ter humildade suficiente para buscar o aprendizado para fazer a sua diferença.
Fundamental nesse processo é identificar e mostrar os valores da empresa e entender os valores que cada um tem na vida e estas escolhas serão fundamentais para a felicidade das pessoas e para os resultados da empresa.
Penso que é muito importante conversar com a equipe sobre o futuro da carreira, identificar oportunidades, treinar, educar, criar perspectivas e nesse conjunto, o sucesso de todos, vencendo a guerra da desmotivação.
Afinal motivação não é satisfação. Motivação é tudo aquilo que não temos e satisfação é aquilo que já temos.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Artigo escrito Gilclér Regina 

23 novembro 2011

... TODOS NÓS SEGUIMOS ESSA ESTRADA.


Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar
Descrição: 456411.gif

Aos 04 anos. Sucesso é: não fazer xixi nas calças
Descrição: imagem.JPG

Aos 12 anos. Sucesso é: ter amigos
Descrição: 
quando-os-filhos-podem-viajar-com-os-amigos-57-36.jpg

Aos 18 anos. Sucesso é: ter carteira de motorista.
Descrição: Renova%C3%A7%C3%A3o-CNH-Poupatempo.jpg
Aos 20 anos. Sucesso é: fazer sexo
Descrição: amor.jpg

Aos 35 anos. Sucesso é: dinheiro
Descrição: empreendedor.jpg

Aos 50 anos. Sucesso é: dinheiro
Descrição: 
livro-o-empreendedor-roberto-justus1.jpg

Aos 60 anos. Sucesso é: fazer sexo
Descrição: terceira_idade_2_jpg.gif

Aos 70 anos. Sucesso é: ter carteira de motorista.
Descrição: Carteira+de+motorista.jpg

Aos 75 anos. Sucesso é: ter amigos
Descrição:
 terceira-idade-internet.jpg

Aos 80 anos. Sucesso é: não fazer xixi nas calças
Descrição: 
d624f5f4fda475c1ecc99da51bd28de0.jpg

Aos 90 anos. Sucesso é: conseguir andar.
Descrição: 54277886_1.jpg
ASSIM É A VIDA...
...NÃO LEVAMOS NADA DELA...

ENTÃO PARA QUE PERDER TEMPO COM MALDADE, FALSIDADE, FALTA  DE AMOR, DESRESPEITO, MAU HUMOR E TANTAS BOBAGENS SEM SENTIDO? TODOS TEREMOS O MESMO DESTINO, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO FINANCEIRA, DA CLASSE SOCIAL.

PORTANTO, AME, BRINQUE, PERDOE E APROVEITE A VIDA...
SEJA FELIZ!!!

22 novembro 2011

Objetivos ou desejos?


Uma inquietante frase de Washington Irving (historiador, escritor do Século XIX):
“Great minds have purposes; others have wishes.”  (Grandes mentes tem propósitos; outras, tem desejos).
Impossível deixar de pensar no porque da diferença entre objetivos e desejos. Parece que ao desejarmos algo estamos tendo objetivos e ao termos objetivos, estes são objetos também do nosso desejo.
Ah! Sutileza e a simplicidade. Dois adjetivos difíceis de se conquistar.
Ao afirmar que devemos ter propósitos, Irving está demonstrando claramente que precisamos usar a nossa razão em primeiro lugar. Em segundo, devemos planejar, senão do que adianta ter propósitos? Em terceiro, devemos realizar aquilo que foi proposto e planejado.
Ou seja, em três atos temos um caminho realizado: Propor, planejar e executar.
E se tivéssemos desejos ao invés de propósitos?
O desejo vem do nosso eu interior, vem daquilo que esperamos que aconteça, tem relação com destino, horóscopo, mudança de humor e por aí vai.
Hoje posso desejar emagrecer, mas se não parar de comer porcarias, ou seja, se criar propósitos, não terei como realizar o meu desejo.
Infelizmente encontramos muitas pessoas no mercado que apenas sonham.
Sonham em ficar ricas, mas chega as 18h estão com computadores desligados e correndo para casa ir assistir a novela das 19h;
Sonham em ter saúde, mas não dispensam um mac ou bebidas alcoólicas com freqüência;
Sonham em ser felizes, mas sequer dedicam algum tempo para si mesmos;
Em suma, são apenas sonhos, desejos que não tem como se realizarem, justamente pela falta de planejamento.
Porque algumas pessoas agem assim? Porque sonhar não custa nada?
Talvez, mas também porque ter um propósito não é fácil. Depois de buscar o propósito, tem que planejar, executar, monitorar (leia sobre o PDCA).
Ter um propósito não é querer apenas o resultado, é ter um objetivo concreto. Por exemplo, ter dinheiro não é um propósito, é um resultado. Propósitos são elementos a serem alcançados através do seu próprio esforço, conduta, ação, com metas definidas, ou seja, com prazos.
De nada adianta um propósito de mudar de emprego ou ter um aumento, por exemplo, se não houverem elementos que façam isto acontecer. Deixe o destino e a sorte para os desejos.
Como andam seus propósitos? E os seus desejos?
Eles fazem toda a diferença no resultado de suas ações!

18 novembro 2011

Atualização aviso prévio – Lei nº 12.506/11


LEI Nº 12.506, DE 11 DE OUTUBRO DE 2011.
Dispõe sobre o aviso prévio e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n° 5.452, de 1º de maio de 1943, será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.
Parágrafo único. Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.
Art. 2° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.”
A partir de agora,
“para até um ano de trabalho, o aviso prévio será de 30 dias. A esse período, serão acrescentados três dias para cada ano de serviço na mesma empresa, até o limite de 60 dias. Assim, ressaltou, a empresa que demitir um empregado com mais de 20 anos de trabalho terá de concederaviso prévio de 90 dias.
Paim informou que o projeto – de autoria do então senador pelo Rio Grande do Sul, Carlos Chiarelli – tramitava há mais de 20 anos no Congresso e não havia interesse dos empresários em aprová-lo. A justificativa para isso era a de já haver proteção aos trabalhadores com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O aviso prévio, explicou Paim, tem a finalidade de evitar demissões, diferentemente do FGTS , que garante a sobrevivência do trabalhador quando demitido.
Para Paim, a Câmara só votou a proposta porque o Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que regularia a matéria constitucional, caso o Congresso continuasse omisso.
- Por isso, eu quero bater palmas muito menos para o Congresso e muito mais para o Supremo. Porque se o Supremo não tivesse, desculpe-me a expressão, ameaçado o Congresso – ou vocês votam o aviso prévio ou nós votaremos – esse projeto não teria sido aprovado – afirmou Paim.”

Informação retirada do site http://www.pensandodireito.net

03 novembro 2011

TROPEÇANDO EM COBRAS


Era uma vez uma cobra que perseguia um vaga-lume. Ele fugia correndo com  
 medo da feroz predadora e, a cobra, nem pensava em desistir.              
 Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada.                                
 No terceiro dia ja cansado, o vaga-lume parou e disse para a  cobra:      
 - Posso fazer tres perguntas? disse o vaga-lume.                          
 - Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguem mas ja que vou te   
 devorar pode perguntar.                                                   
 - Pertenço a cadeia alimentar?                                            
 - Não.                                                                    
 - Te fiz alguma coisa?                                                    
 - Não.                                                                    
 - Então por que quer me comer?                                            
 - PORQUE NÃO SUPORTO VER VOCE BRILHAR!                                    

Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar !!! Estamos diariamente tropeçando em cobras...

As más companhias são como um mercado de peixe, acabamos por nos acostumar com o cheiro.Todos os dias devemos repensar nossas amizades...                      

Cada dia aparece uma cobra nova !!!                                        

02 novembro 2011

AMORES DESCARTÁVEIS

Partes interessantes do belo texto do jornalista, autor de livros, peças teatrais e novelas de televisão Walcyr Carrasco.


Amores descartáveis


Já não sei o que fazer. Quando encontro alguém que não vejo há algum tempo, pergunto como vai. Depois, sobre a mulher ou o marido. Com frequência cada vez maior, surge o constrangimento.
— Ah, a gente se separou.
Para piorar, com frequência o novo amor está ao lado, os olhos lançando dardos. Nenhum livro de etiqueta ensina como agir diante das rápidas relações amorosas de hoje em dia. Impossível saber se as pessoas estão juntas, separadas ou numa fase dúbia, em que o marido costuma dizer que separou e a mulher que continua casada. Céus! Como parecer educado com tanta confusão? Pior. Boa parte das vezes, é impossível identificar a real situação. Se uma mulher diz que está “casada”, pode estar simplesmente comemorando o fato de ter saído com o mesmo sujeito dois fins de semana consecutivos. Se um homem conta que está namorando, pode significar que já juntou as escovas de dentes. (Atualmente, as escovas de dentes dão mais segurança que qualquer compromisso diante do juiz. Enquanto estiverem lado a lado na pia, é uma certeza de que a união continua firme.) A maioria das uniões é tão rápida quanto um resfriado. E os recém-separados partem para outra tão rápidos quanto atletas olímpicos.

O amor tornou-se um produto descartável. Até o significado da palavra foi diluído. Quem vive uma relação eventual, muitas vezes diz que “fez amor”. Como assim? “Fazer amor” não é algo muito mais intenso e profundo? Um dos sociólogos mais respeitados da atualidade, o polonês Zygmunt Bauman escreveu o livro Amor líquido, que fala sobre a fragilidade dos laços humanos na atualidade. “A definição romântica do amor como “até que a morte nos separe” está decididamente “fora de moda”, diz Bauman. “Uma cultura consumista como a nossa favorece o produto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados.” Construir uma relação exige esforço. Nossos avós viviam altos e baixos. Mas o casamento tinha um real sentido de parentesco, e os cônjuges lutavam para superar os maus momentos. Hoje, um compromisso se tornou até uma limitação, pois sempre pode haver uma oportunidade melhor no horizonte. E no primeiro espinho já se pensa na próxima relação. No Facebook, circula uma ficha para quem busca um novo relacionamento. Eis os dados pedidos:
Tem uma relação com: ________ Que trai com: ________ Continua apaixonado por: ________ Mas pensa em: ________ Dorme com: ________ Sai com: ________ Dá em cima de: ________ ; ________ ; ________ ; ________ ; ________ ________ ; ________ ; ________ ; ________; ________ ; ________ ; Seu amor platônico é: ________ Na sua vida voltaria a dormir com: ________ Sai com a(o) ex do(a): ______________ No dia em que bebeu demais acordou com: ______________
É perfeita para os amores efervescentes! As pessoas preferem relações de bolso, assim chamadas porque a pessoa pode lançar mão delas quando precisa. É baseada na simples disponibilidade dos parceiros e numa certa “química” de ambas as partes. Encontrar um amor é muito mais perigoso: implica risco, pois não há garantias de felicidade. A recompensa, porém, é um vínculo intenso e duradouro.

Vinicius de Moraes toca no tema, em em seu “Soneto da fidelidade”: Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure. Pois é. Parece que a eternidade preconizada pelo poeta anda muito rápida. E, cada vez mais, as pessoas reclamam da solidão.