25 fevereiro 2011

O novo homem do século XXI

Não preciso dizer que as mulheres mudaram muito e aumenta o número delas que rejeita o machismo: homens que abusam da sua força física, que não sabem conversar e que não prestam atenção às suas necessidades. As mulheres são naturalmente bem desenvolvidas na capacidade para se expressar e por isso assumem cada vez mais a liderança em muitas atividades deste século 21, que é marcado pela comunicação. Elas se tornaram muito mais exigentes e não se submetem a relações sem igualdade de direitos.

Se na antiga dança, os homens levavam e as mulheres eram conduzidas, agora muitas delas é que acabam dando as cartas. Mas fica aí uma frustração para todos. 

No fundo, elas ainda querem um homem que lhes dê prazer e as apóie no difícil batente do dia a dia. No entanto, elas ficam sozinhas porque os homens não suportam a idéia de obedecer a esta nova ordem feminina. A dança se perdeu e ainda não encontramos uma outra coreografia.

O ideal do homem forte, super herói, era muito pesado para nós. Tanto que hoje em dia a idéia de se comprometer com um relacionamento causa alergia a muitos que não querem mais ter tanta responsabilidade, não querem ser tão controlados, tampouco perder sua liberdade. E por falar nisso, o sexo avulso, sem o envolvimento emocional tem sido uma mão na roda: pode-se ter o prazer que quer sem engolir tanto sapo!

O único problema é que a vida focada somente no trabalho e no sexo prático é pobre. O afeto é fundamental. E para que você sinta o sabor do romance, para que reconheça a importância da família, dos filhos, das amizades, precisa aprender algo mais sobre a arte de se relacionar. Sendo muito objetivo, sua vida fica árida, sem graça. Muito melhor é viver com poesia.
Mas isto não significa que você deva ser bonzinho e fazer tudo o que as mulheres querem.

O que precisamos é resgatar a identidade masculina perdida. O século passado foi marcado pela ausência do homem na educação dos filhos e por isso, a masculinidade sofreu muito desgaste. Os pais trabalhavam fora de casa e nós fomos criados pelas mulheres. E como se não bastasse, também nas escolas, a maior parte dos educadores eram do sexo feminino. Com toda a sua boa vontade, elas tentaram fazer de nós bons garotos, mas isto não funciona. Faltaram-nos modelos que nos ensinassem a ser homens fortes e dignos.

Em muitas civilizações os rapazes passam por duros rituais para serem introduzidos ao mundo masculino, quando aprendem a usar sua força e potencial. Esses rituais são liderados por homens mais velhos que ensinam valores importantes como a cooperação, a persistência e principalmente o respeito, que vem da humildade de usar o poder de mãos dadas com o coração, sem contar o desenvolvimento do guerreiro pacífico que batalha por um mundo melhor. 

E o que acontece em nossa civilização? Quais são os ídolos de um jovem? Sem um pai presente, sem outros homens do bem que participem da formação dos meninos, qual é a perspectiva do amadurecimento masculino? 

As mulheres estão fazendo sua parte. Mas agora é fundamental os homens darem as mãos para um mutirão que busque uma nova identidade, um novo jeito de ser que leva em conta a liberdade que tanto precisamos, mas que também reconhece na mulher uma mestra dos sentimentos, da delicadeza e do aconchego. Sem isto, a vida fica sem graça.   

Um comentário:

tania disse...

parabens! voces precisam tentar mudar!!!!!bjs...