12 janeiro 2012

ADMITIR



Não somos criaturas perfeitas, isentas de falhas e enganos, cabendo normalmente em nossa vida a coexistência com nossas imperfeições e tendências infelizes.

O que caracteriza alguém como pessoa de bom senso não é o fato de jamais errar, mas, sim, enxergar onde estão seus pontos fracos que devam ser trabalhados para irem se extinguindo gradativamente.

Como o doente que para alcançar a cura precisa adotar a primeira atitude inteligente em tal situação: ADMITIR que está enfermo.

Portanto, admitir que cometemos deslizes é a primeira atitude sensata de quem busca o caminho certo. Ficar cego às próprias deficiências morais ou cair em estado de depressão pensando ser o pior entre todos comprova imaturidade, desequilíbrio emotivo, vaidade e ilusão.

Admitamos que precisamos nos esforçar muito mais para superar os obstáculos que existem dentro de nós mesmos, não fugindo à essa responsabilidade de se conhecer mais e do trabalho de auto-educação que necessitamos realizar.

Não tenhamos vergonha de reconhecer nossas más tendências, pois, enxergá-las é sinal de progresso, sinceridade e lucidez, comprovando nossa intenção de nos curarmos.

O doente realmente doente é aquele que pensa ser mais sadio que os outros e se nega a tomar remédio; o que admite a doença, inaugura a fase da terapêutica e da cura. Admitir: verbo difícil, porém, imensamente nobre...
Sejamos nobres...


Pequenas Atitutes I - Joamar Z. Nazareth

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